Category Archives: Meio Ambiente

Justiça homologa acordo com Samarco por tragédia ambiental de Mariana

A Justiça Federal em Minas Gerais homologou acordos entre a mineradora Samarco e órgãos públicos em razão dos danos decorrentes do rompimento da barragem de Fundão, na cidade de Mariana (MG).

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Os acertos preveem a alteração dos chamados “órgãos de governança”, entre eles o conselho da Fundação Renova e o Comitê Interfederativo, além de adotar outras medidas.

O rompimento da barragem de Fundão ocorreu em novembro de 2015. O grande deslizamento de rejeitos deixou 19 mortos e 225 famílias sem casas.

Além das mortes e prejuízos às famílias em Mariana, a tragédia causou grave impacto ao meio ambiente no Vale do Rio Doce, afetando regiões dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

O acerto foi homologado pelo juiz federal Mário Franco Júnior e incluiu a Samarco, suas acionistas (BHP Biliton Brasil e Vale) e os ministérios públicos, defensorias públicas e advocacias públicas da União e dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

Ele foi celebrado no dia 25 de julho, após uma negociação entre as partes que levou quase dois anos. Segundo o juiz, “trata-se do mais importante passo já dado no equacionamento do litígio envolvendo o maior desastre ambiental do país”.

O acordo homologado alterou os canais de discussão e diálogo entre representantes dos atingidos e a Fundação Renova, criada para implementar as ações de reparação. O Comitê Interfederativo, órgão instituído para monitorar e fiscalizar os programas de reparação, passará a ter mais quatro integrantes, chegando a 16 membros.

O Conselho de Curadores da Fundação Renova também será sofrerá mudanças, incorporando dois representantes das entidades afetadas pelos danos causados pelo rompimento da barragem.

O termo aditivo também garantiu a autonomia das comunidades para escolha das entidades que vão oferecer assistência técnica a elas. E estabeleceu exigências e requisitos para as organizações que pleiteiem este serviço, buscando evitar a captura pelo poder econômico e pelo que o juiz chamou de interesses político-partidários.

Os termos do acordo preveem também um período de dois anos para discussão e ajuste dos 42 programas de reparação previstos no Termo de Transição e Ajustamento de Conduta firmado com a Samarco e suas acionistas em março de 2016.

Segundo a Samarco, enquanto não houver a repactuação, a Fundação Renova manterá a execução das medidas nos termos acordados em 2016.

Projeto Maré Cheia leva educação ambiental para escolas da Ilha de Boipeba

O Projeto Maré Cheia, executado pela Pró-Mar – uma organização de educação socioambiental com atuação na Baía de Todos os Santos e adjacências -, desenvolverá entre os meses de outubro e dezembro atividades com estudantes e professores de Boipeba, Moreré, Vista Alegre e Cova da Onça (São Sebastião), contribuindo para a construção de conhecimento sobre a distribuição, disseminação e impactos sobre o Coral Sol, com ações que propiciem a inclusão social e a educação ambiental.

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Além de atividades de campo, o Maré Cheia tratará de temas gerais sobre as questões ambientais da Ilha de Boipeba e formará condutores ambientais, estruturando iniciativa de ecoturismo pautado no modelo de base comunitária. Entre as linhas de ação do projeto, constam a instalação de Tenda Ambiental, com exposições e atividades lúdicas, e curso de Educação Ambiental para a conservação dos ambientes marinho e costeiro, que tem como público-alvo professores das redes Municipal e Estadual.

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O cronograma do Projeto Maré Alta prever as atividades em Boipeba entre os dias 15 e 18 de outubro, no Colégio Modelo; entre 12 e 15 de novembro, Moreré (Escola Stela Pacheco); entre 19 e 22 de novembro, Boipeba (Escola Euflordízia Coutinho e Creche-Escola Princesa Isabel); entre 26 e 29 de novembro, Monte Alegre (Escola Santo Antônio) e no período de 03 a 06 de dezembro na escola São Sebastião, em Cova da Onça.

O curso de educação ambiental para professores está previsto para os sábados 03, 10, 17 e 24 de dezembro, no colégio Modelo de Boipeba. Serão 20 vagas, com certificado expedido pela Uneb.

Zoológico no Egito é acusado de pintar burro para disfarçá-lo de zebra

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O jardim zoológico Internacional do Cairo, no Egito, está sendo acusado de ter pintado listras pretas em um burro para fazê-lo passar por uma zebra. As denúncias surgiram depois de um jovem ter publicado fotos do animal na rede.

Além do seu pequeno tamanho e orelhas pontiagudas, havia também manchas pretas no rosto do animal. As imagens rapidamente se tornaram virais, tendo mesmo alguns especialistas avaliado a espécie do animal.

Um veterinário consultado pela mídia local disse que o focinho de uma zebra é preto e que suas listras são mais consistentes e paralelas do que as do animal exposto no zoológico.

Sarhan revelou que a jaula tinha dois animais e ambos tinham sido pintados. O zoológico negou ter pintado qualquer animal.

Essa não é a primeira vez que um zoológico é acusado de tentar enganar seus visitantes. Em 2009, um zoológico em Gaza, Israel, pintou dois burros para que se parecessem com zebras. Já em 2012, outro zoológico de Gaza exibiu animais de pelúcia, devido à escassez da espécie.

Em 2013, um zoológico chinês na província de Henan tentou com que um cão se passasse por um leão africano. E em 2017 um zoológico na província de Guangxi desiludiu seus visitantes ao expor pinguins infláveis de plástico. Semanas depois, outro zoológico de Guangxi foi condenado por exibir borboletas de plástico.

Fonte Grande de Morro de São Paulo ganha ampliação do deck, paisagismo e limpeza

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Durante muitos anos, a Fonte Grande de Morro de São Paulo foi o principal ponto de abastecimento para comunidade, hoje é patrimônio histórico tombado. A estrutura foi erguida em 1746 a mando do vice Rei do Brasil, André de Melo, para garantir o suprimento de água dos soldados do forte e dos moradores da Vila de Morro de São Paulo. A visita de D. Pedro II e da Marquesa de Santos fizeram a fama da Fonte Grande 1859.

Esse foi o maior sistema de abastecimento de água da Bahia Colonial, um notável exemplo da tecnologia construtivas do período, através da captação de águas e decantação, tanto do volume proveniente do lençol freático quando ao do riacho existente.

Para garantir a preservação desta história, o monumento está sendo limpo pela Secretaria Especial de Morro de São Paulo, recentemente a Secretaria de Planejamento Urbano e Infraestrutura também realizou a ampliação do deck e recuperação do paisagismo, o patrimônio ganhará ainda uma iluminação especial durante a noite. Estas obras foram realizadas com recursos provenientes da Tupa (Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago).

Outras realizações estão sendo feitas em Morro graças aos recursos da Tupa, como a recuperação de decks, bancos de madeira e paisagismo das Praças da Amendoeira e Aureliano Lima; recuperação do mirante do Farol e recuperação das passarelas da Segunda e Terceira Praias.

Catador cria carregador de celular que dispensa tomada

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Um catador de recicláveis para lá de criativo montou um carregador de bateria de celular que não precisa de uma tomada de energia por perto para carregar. O autor da engenhoca – feita com restos de lixo – é Celso Aristimunho, de 60 anos, morador de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

O aparelho, todo envolvido em fita isolante, é capaz de carregar bateria e também acender duas lanternas, sem ligar na tomada. Ele tem um adaptador instalado na lateral para plugar o carregador de celular. Celso gira uma manivela e, em questão de segundos, aparece o sinal de bateria sendo carregada.

Ele criou esse aparelho pensando nas pessoas que se perdem em locais de difícil acesso: “Fico pensando nesse pessoal que se perde no mato, nos lugares distantes ou mesmo em alto-mar. Pode salvar vidas, né? Para fazer isso, usei restos de ventilador que encontrei na rua”, explica ao G1.

CÂMARA DE VEREADORES DE VALENÇA É INTERDITADA

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Capitania dos Portos e Prefeitura de Cairu realizam grande operação no arquipélago

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Uma grande operação envolvendo 25 agentes, lanchas, jet skys e o apoio de um navio está sendo realizada pela Capitania dos Portos em parceria com a Prefeitura de Cairu, por meio da Secretaria de Turismo, desde a última sexta-feira e prossegue até esta segunda, 30/07. A operação abrange desde o embarque e desembarque no Atracadouro de Bom Jardim, em Valença, bem como os passeios para Gamboa e a saída dos passeios turísticos em Morro de São Paulo e Boipeba. A operação contou com a coordenação do Comandante Geral e Capitão de Mar e Guerra, Leonardo Silva.

De acordo com a Capitania dos Portos, o principal objetivo da ação é combater irregularidades e infrações à Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário, as equipes de inspeção verificam itens como: habilitação dos condutores; documentação das embarcações; material de salvatagem, como coletes e boias salva-vidas; extintores de incêndio; luzes de navegação; lotação; estado das embarcações; entre outros itens.

São consideradas infrações graves: conduzir embarcação (lancha, motoaquática, etc) sem ser habilitado; conduzir embarcação após ter ingerido bebida alcoólica; conduzir embarcação com excesso de passageiros.

A Capitania também alerta e orienta os condutores para os dez mandamentos de segurança no mar:
1 – Faça uma manutenção correta de sua embarcação;
2 – Tenha a bordo todo o material de salvatagem prescrito pela Capitania;
3 – Respeite a lotação máxima da embarcação e tenha a bordo coletes salva-vidas para todos;
4 – Mantenha os extintores de incêndio em bom estado e dentro da validade;
5 – Ao sair, informe o seu plano de navegação ao seu Clube, Marina ou Condomínio;
6 – Conduza sua embarcação com prudência e em velocidade compatível para evitar acidentes;
7 – Se beber passe o timão a alguém habilitado;
8 – Mantenha distância das praias e dos banhistas;
9 – Respeite a vida, seja solidário, preste socorro; e
10 – Não polua o mar e os rios

Prefeitura de Cairu e Bahia Pesca levam assistência técnica para pescadores cairuenses

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A Prefeitura de Cairu, por meio da Secretaria de Pesca e Agricultura, em parceria com o Governo da Bahia, está levando assistência técnica para pescadores e marisqueiras artesanais do município – arquipélago. Nesta quarta-feira (25/07), um encontro reuniu nas dependências do Convento Santo Antônio técnicos da Bahia Pesca, representantes da Colônia de Pescadores Z- 55 e do Sindicato de Pescadores de Cairu com pescadores da Sede do município.

A programação incluiu palestras sobre as ações da Bahia Pesca, além de tirar dúvidas dos pescadores sobre cadastramento no CAdCidadão (sistema que registra a situação social e econômica desses profissionais) e solicitação de emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), que é indispensável para acesso a políticas públicas, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.

A iniciativa busca fomentar o manejo sustentável dos recursos naturais, promover o escoamento da produção e garantir a venda dos pescados, melhorando a qualidade de vida, de trabalho e a renda dos pescadores. Em breve, a ação será levada para outras comunidades cairuenses.

Morro de São Paulo e Boipeba começam a receber baleias jubarte vindas da Antártida

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Temporada iniciada em julho segue até meados de novembro e exige cuidados especiais dos condutores de barcos e lanchas que velejam na costa baiana

Entre os meses de julho e novembro as baleias-jubarte passam a fazer parte do cenário do Arquipélago de Tinharé, no município de Cairu. Entre as ilhas de Morro de São Paulo e Boipeba, os animais passam a ser protagonistas das paisagens.

Os mamíferos marinhos, que vêm da Antártida para o litoral brasileiro a fim de se reproduzirem, também são atrações para os turistas. A partir do último sábado, 14, passeios turísticos começaram a sair das ilhas do Arquipélago de Tinharé para visitação das baleias, que, apesar do grande porte, são animais dóceis.

De acordo com o Instituto Baleia Jubarte, estima-se que a população da espécie que se reproduz em águas brasileiras esteja em torno de 17 mil animais. Todos os anos elas migram para a Bahia a procura de águas mais quentes para acasalamento e reprodução.

A presença das visitantes motiva a chegada de turistas, pesquisadores e biólogos. Em média, os filhotes medem quatro metros e pesam 1,5 tonelada. Já os adultos chegam a 16 metros de comprimento e 40 toneladas, o que equivale ao peso de oito elefantes juntos. Os turistas ainda podem ver acrobacias e saltos, nos quais as baleias chegam a expor até dois terços do corpo.

O passeio para observação de baleias sai de Morro de São Paulo e Boipeba, às terças, quintas e sábados, das 9h com retorno às 13h . Antes da saída para o mar, biólogos realizam uma palestra para orientar a população. Diversas agências oferecem o serviço.

A secretária municipal de Turismo de Cairu, Diana Farias, chama atenção para os cuidados que os donos de embarcações e turistas devem ter ao avistar um grupo de baleias. “É preciso seguir algumas regras de respeito aos animais. Não deixar o barco se aproximar a menos de 100 metros das baleias, desligar as hélices do barco durante o período de observação, não permanecer mais de 30 minutos próximo às baleias e respeitar o limite de velocidade”, orienta.

O Instituto Baleia Jubarte instalou placas de sinalização em Morro de São Paulo e Boipeba, com informações sobre a presença das baleias nas águas do Arquipélago de Tinharé. A sinalização busca sensibilizar os moradores e turistas para os cuidados com os mamíferos. A entidade foi contactada pela empresa credenciada Rota Tropical e a Secretaria de Turismo, para reuniões em Boipeba e Morro de São Paulo com as Associações de Lanchas de Passeio e comunidade em geral para esclarecimentos sobre a maneira de portar-se nesse período.

FONTE: LK COMUNICAÇÃO

Aquecimento global pode ser muito pior do que o previsto

Segundo uma equipe internacional de cientistas de 17 países, o aumento da temperatura como resultado do aquecimento global pode ser o dobro do que foi inicialmente projetado pelos modelos climáticos.

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Os resultados do estudo, publicado na semana passada na Nature, mostram que o nível do mar pode subir seis metros ou mais, causando a submersão de grandes centros urbanos.

Além disso, o aumento no nível das águas pode também causar impactos profundos no nosso ecossistema, mesmo se atingirmos a meta do aumento máximo da temperatura em 2 graus Celsius, com foi estabelecido pelo Acordo Climático de Paris.

As descobertas foram baseadas em provas de três períodos quentes nos últimos 3,5 milhões de anos da Terra, nos quais as temperaturas globais estavam 0,5 a 2 graus Celsius acima das temperaturas pré-industriais do século XIX.

Em todos os períodos estudados, o planeta aqueceu a uma taxa muito mais baixa do que aquece na atualidade, resultado do aumento das emissões de gases de efeito estufa resultantes da atividade humana.

Ou seja, o Acordo Climático – que visa limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais – pode não ser suficiente para evitar uma catástrofe.

Os pesquisadores alertam que a taxa de aquecimento global também é considerável. “As mudanças que vemos hoje são muito mais rápidas do que qualquer coisa encontrada na história da Terra”, explicou uma das autoras do estudo, Katrin Meissner, da Universidade de New South Wales, na Austrália.

Os cientistas descobriram que o aquecimento sustentado de 1 a 2 graus Celsius vem sendo acompanhado por reduções substanciais das camadas de gelo da Groenlândia e da Antártida e aumentos no nível do mar de pelo menos 6 metros – muito acima das previsões dos modelos climáticos atuais para 2100.

A pesquisa também revelou que o aquecimento global pode fazer grandes áreas de calotas polares entrar em colapso.

Com isso, mudanças significativas nos ecossistemas seriam sentidas, e poderiam fazer com que o deserto do Saara ficasse verde e as bordas das florestas tropicais se transformassem em savanas dominadas por incêndios.

Meissner disse que “a equipe não pode comentar em que ponto no futuro é que essas mudanças vão ocorrer”.

Segundo a cientista, “os modelos climáticos parecem ser confiáveis para pequenas mudanças, como para cenários de baixas emissões em curtos períodos, digamos nas próximas décadas até 2100. Mas, à medida que a mudança se torna maior ou mais persistente, parece que os modelos subestimam a mudança climática”.

“As observações dos períodos anteriores sugerem que vários mecanismos amplificadores – que estão mal representados nos modelos climáticos – aumentam o aquecimento a longo prazo para além das projeções”, concluiu Hubertus Fischer, da Universidade de Berna, na Suíça, um dos principais autores do estudo.