Monthly Archives: abril 2018

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Secretaria de Saúde de Valença reinaugura o Centro de Reabilitação para Crianças Especiais

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Aconteceu à reinauguração do centro de reabilitação para crianças especiais. O centro oferecerá serviços de fisioterapia e fonoaudiologia para crianças com deficiência.
Estiveram presentes no evento o prefeito Ricardo Moura, a secretária de Saúde, Janine Fonseca e demais secretários, além de diretores das respectivas secretarias. Marcaram presenças também os vereadores Mateus Passos e Vane Costa.
O Centro de Reabilitação para Crianças Especiais será mantido com recursos próprios possibilitando um atendimento de qualidade e especializado ao público direcionado. A Casinha da Criança já existia há algum tempo, mais em condições precárias. Porém graças ao olhar humanizado da gestão e o empenho da secretaria de Saúde, as crianças hoje poderão usufruir de um espaço reformado e digno.
O prefeito Ricardo Moura falou da felicidade de estar participando da reinauguração do espaço e lembrou a importância de disponibilizar esse serviço e equipamento para as crianças especiais. Lembrou que como filho de professora e gestor tem o compromisso de cuidar das crianças do nosso município.
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A secretária de Saúde, Janine Fonseca, destacou a importância de tal espaço para o atendimento as crianças especiais e salientou que a parceria com a secretaria de Saúde será constate. Geisa Ribeiro, coordenadora do centro, demonstrou sua felicidade por ter dado continuidade a um trabalho de excelência, que contou com o apoio de profissionais capacitados e que contribuíram para que esse momento pudesse acontecer.
É a Prefeitura Municipal de Valença, cuidando de nossa gente!
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Fonte: ASCOM – Prefeitura Municipal de Valença
Foto: Valdemir Lima

Prazo para pedir ou transferir título eleitoral termina nesta sexta

Quem ainda não pediu seu título de eleitor ou transferiu o domicílio eleitoral após mudar de cidade tem só até esta sexta-feira (4) para regularizar sua situação junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) local e poder votar nas eleições deste ano.
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Este é o prazo final para agendar seu atendimento nos cartórios eleitorais, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os atendimentos propriamente ditos serão feitos até o dia 9, próxima quarta-feira. Para agendar o atendimento, é preciso consultar o site do TRE do seu Estado.

Para solicitar a transferência do título, a pessoa precisa estar em dia com a justiça eleitoral, ter prestado o serviço militar obrigatório, se for homem, e não estar cumprindo pena por condenação criminal ou improbidade administrativa.

Quem ainda está prestando o serviço militar também não pode solicitar transferência de título.

O dia 9 de maio também é o último dia para o eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida solicitar sua transferência para uma seção com acessibilidade.

É, ainda, o prazo final para que presos provisórios (que não perderam os direitos políticos) e menores de idade internados em casas de detenção que não possuírem inscrição eleitoral sejam alistados ou regularizem sua situação.

O primeiro turno das Eleições 2018 está marcado para o dia 7 de outubro, e o segundo turno para o dia 28 de outubro — respectivamente, primeiro e último domingo do mês, conforme prevê a Constituição Federal.

Para os eleitores que deixaram de votar ou justificar sua ausência no dia da eleição, a multa é de R$ 3,51, por turno.

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Não às fake news: o Brasil não terá o inverno mais frio dos últimos 100 anos

Quando a esmola é demais, o santo desconfia.” Certamente você já ouviu em algum momento de sua vida este ditado. Ele é muito valioso quando se trata de fake news. Termo do momento, inflado especialmente pela eleição do presidente norte-americano Donald Trump, que com frequência coloca em xeque a credibilidade dos veículos dos EUA.
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Em tempos de redes sociais e avanço da informação, a prática de compartilhar notícias falsas vem fazendo diversas vítimas, inclusive grandes veículos de comunicação. O último boato é que “o Brasil vai ter o inverno mais rigoroso dos últimos 100 anos”.

Para muitas pessoas um fato assustador, a notícia foi disseminada de forma esquizofrênica em perfis do Facebook e do Twitter. Mas será mesmo que estamos diante de um fato?

Na verdade, não. Se trata de mais uma notícia sem fundamento. A história é o contrário. Segundo institutos meteorológicos, a expectativa é de que a estação seja mais quente do que o normal.

Ao UOL, o meteorologista do Instituto Somar Celso Oliveira preferiu não classificar a intensidade do frio do inverno. O profissional afirma que a estação até pode ter picos de temperaturas mais baixas, mas deve ser algo pontual.

“O que pode acontecer é como em 2013, que na semana do dia 25 julho houve uma brusca queda, mas, como um todo não foi um inverno frio”, comentou.

Checou a fonte?

O jornalismo se caracteriza pela prestação de serviços, por isso é bom prestar atenção para não cair em notícias falsas. A primeira dica é desconfiar, procurar no texto qual é a verdadeira fonte da informação, checar os links e verificar a origem. Além disso, pesquisar em sites de busca como outros jornais tratam o tema é uma forma de investigar alguns casos.

No Brasil, as chamadas agências de fact-checking, de checagem de fatos, ganham força. O destaque vai para a Agência Lupa, precursora na defesa da veracidade da informação. O Ciberia preza por um jornalismo verdadeiro e confiável, sendo feito diariamente um forte trabalho de checagem, cruzamento e discussão de informações, fontes e dados.

Em nome de Cristo: evangélicos ajudam a reconstruir terreno de Candomblé

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Lugar de encontro e devoção de praticantes do candomblé há 17 anos, o terreiro de Conceição d’Lissá tem recebido, nos últimos meses, visitantes inusitados. O templo, localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, está sendo reconstruído com a ajuda de evangélicos.

Em meio a diversos casos de intolerância e violência contra religiões de matriz africana, um grupo arrecadou mais de R$ 12 mil para as obras depois que o espaço foi parcialmente destruído em um incêndio.

Em uma manhã de sábado de fevereiro, a pastora Lusmarina Campos, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, foi ao local acompanhada de três voluntários para, pessoalmente, ajudar na remoção de entulhos – tijolos e pedaços de madeira que faziam parte do segundo andar do terreiro, área atingida pelo fogo em junho de 2014.

Na época presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do estado (Conic-Rio), Lusmarina organizou a campanha de arrecadação, concluída no fim do ano passado, para a reconstrução do templo.

“Logo que a gente ouviu sobre a destruição do terreiro, eu pensei: ‘Se em nome de Cristo eles destroem, em nome de Cristo nós vamos reconstruir‘. É extremamente importante dar um testemunho positivo da nossa fé, porque o Cristo que está sendo utilizado para destruir um terreiro está sendo completamente mal interpretado”, explica Lusmarina.

Aquele foi o oitavo ataque ao local de culto da mãe de santo. Antes, tiros haviam sido disparados contra o templo e a casa de Conceição. Três carros que pertenciam a candomblecistas de seu grupo foram queimados.

A polícia ainda não identificou os responsáveis pelos crimes. Para tentar se proteger, Conceição instalou grades e reforçou muros e cadeados do templo. Sem apontar suspeitos, ela afirma que os ataques têm cunho religioso: “Não há roubo de televisão, rádio, uma porção de coisas que poderiam usar para fazer dinheiro. Não levam nada, só destroem.”

No ano passado, 71,5% dos casos de intolerância religiosa registrados no Rio de Janeiro foram contra grupos de matriz africana, segundo a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos.

Crimes de ódio contra os adeptos de religiões como o candomblé e a umbanda também ocorrem em outras partes do país, que possui cerca de 600 mil devotos de crenças de origem africana, segundo o Censo de 2010.

“É um fenômeno nacional, agora com essa face cruel, que já se expressou em 2008 e vem desde a década de 90, que são os traficantes instrumentalizados por grupos neopentecostais que atacam os templos religiosos nas periferias e favelas”, comenta o babalaô Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa.

“O arcabouço do que está acontecendo no Rio de Janeiro, em termos de violência religiosa tem como fundo uma lógica de guerra”, complementa a pastora Lusmarina.

“Faz parte de um projeto de poder a descaracterização de outros grupos religiosos, ou seja, uma linguagem de desrespeito e condenação. Porque, nesse tipo de concepção, a diversidade não é permitida. É um enfrentamento que precisamos fazer porque é muito mais amplo do que a questão estritamente religiosa. A questão é política. Por isso, a gente precisa se unir.”

O babalaô acompanhou desde o início a ação de apoio ao terreiro em Duque de Caxias organizada por Lusmarina. “Esse ato é um divisor de águas na luta contra a intolerância religiosa no país”, comenta ele. A entrega do dinheiro, com o maior aporte vindo de fiéis da Igreja Cristã de Ipanema, que é evangélica, foi celebrada no fim do ano passado com uma cerimônia inter-religiosa no terreiro de Conceição.

Alguns dos que participaram tiveram de enfrentar críticas e ameaças, principalmente na internet e nas redes sociais. Lusmarina conta que um youtuber evangélico gravou um vídeo em que incentiva outras pessoas a agredirem. “Ele diz: ‘Pastora vadia, vagabunda… Tem que tomar tapa na cara’, de maneira muito agressiva e violenta.”

A discriminação, no entanto, não é exclusiva de grupos extremistas. Os próprios voluntários que acompanharam Lusmarina na preparação do terreiro para as obras admitiram que, em determinado momento da vida, chegaram a ter uma visão negativa em relação a religiões de matriz africana, por acreditarem que eram ligadas ao mal.

“O candomblé sofre preconceito desde que era a religião professada pelos nossos antepassados, que vieram para o país escravizados”, comenta Conceição.

“As pessoas hoje endemonizam o candomblé como se tivéssemos uma relação estreita com essa figura chamada diabo, sem saber que o diabo não faz parte do nosso panteão de divinizados. É uma visão eurocristã que não tem nada a ver conosco.”

A exemplo da iniciativa tomada no Rio de Janeiro, a direção nacional do Conic decidiu criar o Fundo de Solidariedade para o Enfrentamento de Violências Religiosas. A entidade já começou a receber doações e pretende criar um comitê inter-religioso que fique responsável por gerir o fundo e selecionar pessoas e espaços que precisem ser atendidos – em especial, os de religiões de matriz africana.

“Essa repercussão já significou um racha na base de um grande bloco de igrejas que parecia mais ou menos uniforme”, diz Lusmarina.

“Embora uma parte das igrejas e de pessoas dentro de igrejas não tenha apoiado a nossa ação, a maioria das pessoas apoiou e a maioria das igrejas prefere o respeito à violência, prefere o amor, a aproximação…que é de fato a mensagem central do evangelho. Esses são valores fundamentais dos quais não podemos abrir mão.”

As obras no terreiro da mãe de santo Conceição começaram pela cozinha, que estava funcionando no quintal desde que a estrutura interna da casa foi danificada pelo incêndio. O local é considerado “o coração do barracão”, uma vez em que lá são produzidas as oferendas – parte importante da tradição candomblecista.

“Quando eles vêm dar essa ajuda pra gente, é justamente [uma forma de] reconhecer que, primeiro, a gente sofre o ataque. Depois, é reconhecer que a gente tem o direito de existir e professar o nosso sagrado”, comenta Conceição.

“Eles não vieram aqui pra me mudar, evangelizar ou dizer que o que eu faço está feio ou é do diabo. Vieram para dizer: ‘Faça aquilo que você crê. Eu vou te ajudar’.”

Ana Terra Athayde // BBC

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