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Joias e gemas baianas oferecem janela de oportunidade profissional

Centro Gemológico da Bahia Foto: Carol Garcia2018_06_15_Centro Gemológico_Marcelo Ferrão (6)
Centro de avaliação, pesquisa, difusão e valorização das gemas e joias do estado, o Centro Gemológico da Bahia (CGB) abre uma janela de oportunidade profissional com cursos voltados à capacitação em joalheria e lapidação, gerando a possibilidade de emprego e renda para os interessados na área, tendo cerca de 85% dos treinados atuando na área, seja em fábricas de joias e ourivesarias ou abrindo o seu próprio atelier. Entre 2015 e o primeiro semestre de 2018, 248 alunos foram capacitados em um total de 22 turmas.

Localizado na Ladeira do Carmo, 37, Centro Histórico de Salvador, o CGB realiza cursos de joalheria básica, intermediária e avançada/cravação, lapidação básica e intermediária. Os cursos têm duração de quatro semanas, com carga horária de 80 horas. As aulas, que acontecem de segunda a sexta, nos turnos vespertino e noturno, são ministrados por professores do Senai, fruto de uma parceria que tem o objetivo de promover cursos de formação e aperfeiçoamento profissional para o segmento, já que a Bahia é um dos maiores produtores de gemas e metais preciosos do país.

A coordenadora do CGB, Mônica Correia, destaca que dos cursos de joalheria do Brasil, os ofertados pelo Centro são os mais baratos e recebem alunos de todo o país, mas também de outras nações como Colômbia, México, Argentina e Egito. “Um dos nossos orgulhos é contar que alguns dos atuais professores são ex-alunos da casa, que se qualificaram ao ponto de serem selecionados pelo Senai para atuarem como instrutores”, afirma a coordenadora do CGB, Mônica Correia.

Mairton Neves é um desses exemplos. Tornou-se professor no início deste ano graças a uma indicação do Centro e já formou três turmas ao longo de 2018. Morou durante três anos na Califórnia e lá abraçou o trabalho de lapidador, onde participava de feiras e eventos. “Precisava trabalhar, comprei ferramentas, material, fiz workshops e comecei a me dar bem. Fiquei envolvido nessa paixão e ao retornar ao Brasil em 2015 comecei a procurar uma lapidaria”. Foi quando conheceu o Centro Gemológico. “É uma satisfação imensa, é mágico, eu era aluno e me tornei professor, me sinto muito honrado em fazer parte de uma instituição reconhecida no país inteiro e ao Centro Gemológico que me indicou como professor, tenho uma profunda gratidão”, conta orgulhoso.

Uma reportagem mudou a vida de Flaviws Santos da Silva. Foi através dela que há mais de 19 anos, o hoje profissional, então com 16 anos, ficou sabendo sobre o curso de joalheria. “Desde criança que as pedras preciosas me encantavam. Estava na escola ainda quando fiquei sabendo sobre o Centro Gemológico, fui atrás e me inscrevi. De lá para cá estou na área até hoje. Percebi durante o curso que tinha habilidades que me favoreciam. Tornei-me monitor e em 2008 virei professor do curso. Atualmente não dou mais aulas, tenho meu ateliê, fabrico alianças, anéis de formatura e atendo lojistas”, conta.

A força feminina

O ateliê de Valderez Silva Macedo fica na Ladeira do Carmo e é vizinha à instituição onde a designer estudou em 2014. “Eu já mexia com joias, mas o CGB foi a melhor experiência, foi onde me desenvolvi”. Além de vender as peças confeccionadas por ela mesma, Valderez dá aula e ajuda outros joalheiros como ela. “As pessoas que saem do Centro e ainda não estão estabelecidas no mercado são indicadas a me procurarem e eu dou aula a eles, é como se fosse um reforço”, finaliza dizendo amar seu trabalho.

A designer de moda, Jannina Lima, chegou ao CGB em 2011 em busca de qualidade. Recém formada e com uma marca de acessórios, estava sempre em busca de um melhor acabamento para seus produtos. “O curso de joalheria foi o primeiro passo para minha carreira de designer de joias, ele me proporcionou a possibilidade de criar minhas próprias peças. Mudou minha vida, foi meu primeiro contato com joalheria e me apaixonei”. Após esgotar todas as possibilidades em Salvador, a profissional fez curso de designer de joias no IED de São Paulo (Istituto Europeo di Design). “A joalheria para mim é algo que perdura, que tem significado”, finaliza a dona da marca Nina Lima, que tem uma oficina na Pituba, mas também atende a domicílio.

Tradicionalmente um ofício masculino, a profissão de joalheiro tem mudado o perfil ao longo do tempo. De acordo com informações do Centro Gemológico, a mudança tem sido percebida em sala de aula e nos últimos quatro anos, a demanda aumentou muito nos cursos de joalheria. Em 2017, dos 92 alunos que fizeram curso na instituição, 39 foram mulheres, o que representa mais de 40%.

“Esse é um número bastante representativo, pois mostra que as mulheres podem estar onde elas quiserem. Apesar do curso de joalheria requerer força física, isso não é empecilho para a realização de um sonho em seguir uma nova carreira e conquistar o mercado de trabalho”, afirma Luiza Maia, secretária de Desenvolvimento Econômico, pasta que faz a gestão do Centro Gemológico.

Centro Gemológico

Karina Sena, presidente da Associação Baiana dos Produtores e Comerciantes de Gemas, Joias, Metais Preciosos Afins – PROGEMAS, afirma que o Centro Gemológico exerce um papel fundamental para aumentar a credibilidade e perpetuação do negócio no estado, já que, a transformação e lapidação da maior parte das gemas ainda são feitas em Minas Gerais e São Paulo e as fábricas são concentradas no Sudeste.

“A Bahia está entre os três principais produtores de gemas, mas infelizmente está muito no início da cadeia, por isso, a importância da parceria do CGB com o Senai. Precisamos sair de meros fornecedores do material bruto e ter mais mão de obra qualificada e profissionais capacitados para agregar valor às gemas no próprio estado”, afirma.

O CGB conta ainda com um laboratório gemológico e equipamentos de precisão, para a emissão de laudos, pareceres e certificados de autenticidade de gemas e joias. O laboratório do CGB foi criado nos moldes exigidos pelo Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), visando atender às necessidades de certificação das gemas produzidas na Bahia, bem como para atender todo o Nordeste do país.

Entre 2015 e o primeiro semestre de 2018, foram feitos mais de 60 mil serviços de identificação, classificação e avaliação de gemas naturais, em estado bruto, lapidado e/ou montado em joias, que foram encaminhadas ao laboratório por consumidores, empresas do setor, comunidade local, além de turistas brasileiros e estrangeiros.

Fonte: Ascom/SDE

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