Coleta e troca do óleo de cozinha

Bom para você melhor para o meio ambiente. More »

Violência Contra Mulher

O orgulho não foi feito para o homem, nem a ira violenta para os nascidos de mulher. (Eclesiástico 10,18) More »

Mais Cultura no Bairro da Bolivia

Aulas pensadas para trabalhar a Saúde. Desde a adolescência até a terceira idade. More »

Blitz Educativa

“Proteja-se! Use o cinto de segurança” More »

ESCOLA COMUNIDADE QUILOMBOLA

Comunidade Quilombola com melhor educação. More »

 

Saúde financeira da Santa Casa de Valença na UTI, diz comunicado

Por Magno Joubert
49686454_2205608002824351_841740365118570496_n
A crise instalada na Santa Casa de Valença ameaça de forma definitiva a manutenção dos serviços prestados à população: cerca de 300 mil moradores de toda a região.

Um comunicado emitido pela Provedoria da Santa Casa de Misericórdia de Valença na tarde desta quinta-feira (10), alerta para o recrudescimento da crise financeira do único hospital do Baixo Sul De acordo com o comunicado, a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) suspendeu as cirurgias eletivas realizadas pela Santa Casa a partir do mês de janeiro de 2019. Com o corte, a situação se agrava significativamente. Diante dessa realidade, médicos já ameaçam a suspensão do atendimento com abandono dos plantões.
Atendendo cerca de 300 mil pessoas de todo o Baixo Sul, a crise financeira do hospital que tem 157 anos, vem perpassando por diversas gestões, no entanto, com o corte anunciado a situação se agrava significativamente. Além disso, a unidade ainda aguarda o pagamento da produção de outubro, normalmente realizado 60 dias após o serviço prestado, mas previsto somente para o dia 18 de janeiro.
Veja a íntegra do comunicado:
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB) comunicou a suspensão de cirurgias eletivas, a partir deste mês de janeiro de 2019, realizadas pela Santa Casa de Valença. A crise financeira da instituição filantrópica, que há 157 anos atende a toda a região do Baixo Sul da Bahia, vem perpassando diversas gestões, no entanto, com o corte anunciado a situação se agrava significativamente. Além disso, a unidade ainda aguarda o pagamento da produção de outubro, normalmente realizado 60 dias após o serviço prestado, mas previsto somente para o dia 18 de janeiro.
O custo operacional/ano da Santa Casa é de, aproximadamente, R$ 24 milhões com uma receita de cerca de R$ 25 milhões, o Sistema Único de Saúde (SUS) é responsável por R$ 20 milhões desse montante. Embora as atividades operacionais já apontem um superávit em média de R$ 1 milhão/ano, isso não é suficiente para cobrir o passivo financeiro da instituição. Logo, toda redução ou não realização de repasse de recursos é significativa. Subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS), práticas históricas, falta de repasse de municípios e a redução contratual com o Estado de R$ 4 milhões/ano, cerca de R$ 333 mil/mês, desde o mês de fevereiro de 2018 já haviam tornado as dívidas da instituição cada vez maiores: cerca de R$ 170 mil/mês.
Desde o mês de agosto, a Santa Casa foi obrigada a reduzir a quantidade de plantonistas no Pronto-Socorro devido à falta de condições financeiras para proceder o pagamento dos profissionais. Em dezembro, não teve saldo para pagamento do 13º salário de seus 368 colaboradores. A dívida com fornecedores e prestadores de serviços já chega a, aproximadamente, R$ 2 milhões e com bancos mais R$ 2 milhões/ano. Diante dessa realidade, médicos já ameaçam a suspensão do atendimento com abandono dos plantões.
Possíveis medidas de sobrevivência que aguardam condição de execução têm sido estudadas e realizadas como campanhas para arrecadação de itens e recursos e ações para redução de gastos (em 2018, os gestores reduziram os custos em, aproximadamente, R$ 1.500.000,00, mesmo assim, não foi suficiente para cobrir o passivo financeiro adquirido ao longo dos últimos anos). Além disso, o provedor da Santa Casa, Marcelo Dantas Cabral, se reuniu com prefeitos de municípios contemplados com o atendimento da Santa Casa e com a Comissão Intergestores Regional (CIR) para firmar acordo de repasses mensais. No entanto, as tentativas de acordo não obtiveram sucesso. Fato é que não há como solucionar a questão se a unidade não obtiver o apoio de gestores municipais e estaduais.
A crise instalada na Santa Casa de Valença ameaça de forma definitiva a manutenção dos serviços prestados à população: cerca de 300 mil moradores de toda a região.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>