Museu promove oficinas e palestras sobre o Samba de Roda

Com o objetivo de desenvolver e estimular o conhecimento do público sobre a cultura do samba de roda, a Casa do Samba, localizada no município de Santo Amaro, irá promover, a partir do dia 10 de abril, o projeto “Museu do Samba de Roda: Essa Casa é Nossa”.

O projeto tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), autarquia vinculada a Secretaria de Cultura da Bahia (Secult) e foi aprovada através do Edital Setorial de Patrimônio Cultural, Arquitetura e Urbanismo.

A ação, além de acontecer no próprio centro cultural, também será realizada em algumas escolas do município e de cidades vizinhas. As principais atividades a serem desenvolvidas serão: visitas guiadas pela exposição permanente de samba de roda, com recepção de escolas, universidades, pesquisadores e comunidade em geral; oficinas de dança, canto, maculelê e de construção e toque de berimbau; encontro dos Mestres do Samba de Roda; apresentações de Samba de Roda; intercâmbios culturais; e, por fim, o caruru de Cosme e Damião.

Cartaz samba

Já nas instituições de ensino serão ministradas oficinas de samba de roda e maculelê, pelos mestres: Mestra Nicinha do Samba, Mestre Primeiro e Mestre Góes. As aulas serão destinadas, especialmente, a crianças e jovens que ainda não tiveram acesso aos museus, na faixa etária de 6 a 17 anos, além do público adulto, a partir dos 18 anos. Todas as atividades serão gratuitas e abertas à comunidade, até setembro de 2018.

Casa do Samba – Inaugurado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em setembro de 2007, o espaço, localizado na Rua do Imperador, na cidade de Santo Amaro, tem a missão de preservar o samba de roda presente principalmente na região do Recôncavo Baiano.

O samba de roda é uma das principais matrizes do samba brasileiro e foi registrado como patrimônio cultural imaterial pelo Iphan em 2004. Essa manifestação está enraizada em todo o estado da Bahia, principalmente na região do Recôncavo Baiano. Ao som de viola, pandeiros e prato-e-faca, os sambadeiros e sambadeiras formam a roda e dançam o miudinho – movimentos de sapateados para frente e para trás, com os pés, acompanhados dos quadris.

A casa abriga a exposição permanente Samba de Roda: Memória e Vida, com imagens, textos e objetos representativos da cultura do Recôncavo Baiano, além de um extenso acervo. O local também abriga a Associação dos Sambadores e Sambadeiras do Recôncavo Baiano.

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